domingo, 2 de junho de 2013

Empoeirado

Me guardei em uma estante
Ou dentro do livro que te dei
Naquelas linhas bem escritas
Desenhos meus pintei.
Me guardei nas páginas
A cada instante da história
Mas veloz desapareço
Engoliram-me junto ao enredo
Enredo da tua memória.
Se disser-me que não é verdade
Que isso não é questão de idade
Que jamais quis tal estrago
Digo-lhe que a questão não és simplicidade.

Aquele livro empoeirado deve estar
Dentro da tua mochila ou no chão
Jogado dentre trapos sem qualquer recordação.
Da próxima vez que abrir aquela capa
Verás que deveria ter lido antes
O final estaria descrito no mapa do meu coração.

sábado, 1 de junho de 2013

O ano virou, meu bem
E eu fiquei aqui sentada na mesma varanda, 
Na mesma cadeira que virou com o vento uma vez. 
O ano virou e com ele o inverno também
Esfriou o meu chá e o cobertor que você costumava usar
Congelou o tempo do relógio que só chegou até as três. 

O dia virou, meu bem
O sol apareceu e a lua veio junto 
Iluminou o meu rosto e não refletiu seu sorriso
Dentre os raios virou meu juízo. 

O meu corpo virou, meu bem
Para o lado da cama que você não está,
Para o lado da cama que eu não estou
Os lençóis viraram o chão 
Onde eu caí e você não escutou. 

A página virou, meu bem
Novas linhas traduzem o meu ser
Num livro que título não pode ter 
Eu não sei que final escrever... 


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Praticamente um mês para a chegada do ano com final 13.
Supersticiosos não gostariam, talvez, de apostar a sorte em um número que, para alguns, significa azar. Não sei mais se posso crer na sorte.
Mais um ano na faculdade e conseguir um emprego novo são coisas que tenho buscado com tanta vontade, que me presentear com eles não é questão de sorte.
A sorte é ser assim, correria atrás de correria sem parar para pensar que a vida é sem graça. A graça está nos olhos de quem vê e nas mãos de quem faz.
Sorte é ser eu. Sorte é ser você. Sorte o mundo ser tão diferente e ao mesmo tempo encontrarmos histórias e manias tão parecidas nos vizinhos.

Azar o meu se não conseguir.
Azar o meu se eu não continuar.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

(...) Porque os Céus esperanças não dão a quem só ouve o bater do próprio coração. 
Eu não tinha medo de olhar as coisas horríveis, mas ficava apavorado com a ideia de nada ver. 
Parece porque é.  
E.A. Poe 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Don't waste your time pleasing hearts of others, even those you love.
You can get hurt.

domingo, 14 de outubro de 2012

Capítulo 6

"Desenganada antes do tempo, vomito sobre os sentimentos artificiais.
O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador da união de um perverso com uma puta, é somente o véu rosado que cobre o rosto assustador da Solidão invencível.
Vesti uma carapaça de cinismo, meu coração é castrado, sou a Dependência lamentável, a zombaria do Engodo universal; Eros com uma foice enfiada na sua aljava.
Amor, isto é tudo que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornicação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do Belo, do Bem, do Verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima a sua existência mesquinha."
[...]

Hell Paris -75016 

Faz frio em Porto Alegre toda noite e de longe eu não posso te ver...

sábado, 13 de outubro de 2012

Seize the day


So, what if I never hold you or kiss your lips again?
So I never want to leave you and the memories for us to see.
I beg, don't leave me.