domingo, 2 de junho de 2013

Empoeirado

Me guardei em uma estante
Ou dentro do livro que te dei
Naquelas linhas bem escritas
Desenhos meus pintei.
Me guardei nas páginas
A cada instante da história
Mas veloz desapareço
Engoliram-me junto ao enredo
Enredo da tua memória.
Se disser-me que não é verdade
Que isso não é questão de idade
Que jamais quis tal estrago
Digo-lhe que a questão não és simplicidade.

Aquele livro empoeirado deve estar
Dentro da tua mochila ou no chão
Jogado dentre trapos sem qualquer recordação.
Da próxima vez que abrir aquela capa
Verás que deveria ter lido antes
O final estaria descrito no mapa do meu coração.

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